Bitcoin atinge US$ 42 mil e research brasileiro indica 3 principais motivos da alta

Blockmarket Research avalia alta do Bitcoin em 2023 e cita os três principais motivos para a alta de 150% no ano. Maior deles não é o ETF.

Nesta segunda-feira (04) o preço do Bitcoin ultrapassou a marca de US$42,000.00, atingindo seu recorde de preços no ano de 2023. O criptoativo retornou a uma faixa de negociação não vista desde Abril de 2022, mês que antecedeu o colapso da Terra Luna, caso emblemático que abalou o mercado de criptomoedas, desencadeando o início de um dos mais rigorosos bear markets da história do setor.

Segundo Rayan Cruz, Head de Research do Blockmarket, a expectativa por uma inversão na curva de juros americana, aliada a iminente aprovação de um ETF à vista de Bitcoin nos Estados Unidos, são dois fatores que impulsionaram o movimento de alta recente na maior criptomoeda do mercado.

“Na macroeconomia temos visto declarações do FED sinalizando uma atuação mais dovish (com tendência a corte de juros e aquecimento da economia em 2024). Depois de mais de 10 aumentos seguidos na taxa de juros, o FED parece estar próximo de inverter a curva de juros. E a precificação deste movimento fortalece os mercados de renda variável, incluindo o Bitcoin”

O cenário macroeconômico mais amigável, aliado a provável aprovação, entre os dias 05 e 10 de janeiro, de um ETF de Bitcoin à vista nos EUA certamente influenciaram positivamente o movimento de alta recente do Bitcoin.

Um terceiro fator, porém, é considerado pelo Head de Research do Blockmarket como um dos mais fortes “responsáveis” pela alta do Bitcoin em 2023: o choque de oferta e demanda nas exchanges. Consequência de uma retirada massiva e crescente de Bitcoins de corretoras centralizadas (CEX) para wallets, voltadas à manutenção do ativo para longo prazo. Sendo este um fator preponderante numa análise altista de médio prazo feita já no começo do ano para o criptoativo.

“Sendo um ativo escasso, o preço do Bitcoin é guiado predominantemente pela sua oferta x demanda no mercado. Parece simples, mas quase sempre é muito difícil medir exclusivamente este fator, em tempo real, vislumbrando movimentos de curto prazo.”


Quando se trata de médio prazo, porém, a história é outra, diz Rayan Cruz. E fatores diretos que atuem de forma mais intensa na relação de oferta x demanda do ativo, como os observados no começo do ano, inevitavelmente trariam repercussões em seu preço no médio prazo. Independentemente de um cenário favorável à aprovação de ETFs, destaca o analista.

“Quando se trata de médio prazo, a coisa fica muito mais previsível. Fatores como a retirada massiva de Bitcoins das exchanges, em níveis históricos e crescentes, que ocorrem desde o começo do ano, seriam naturalmente refletidos na relação de oferta x demanda do ativo, e consequentemente no seu preço. Esta “consequência” chegou para o bitcoin no último trimestre de 2023, mas foi sendo “construída” muito antes. Isso independe da aprovação de um ETF.”

Alta liquida mais de 200 milhões de dólares em posições Short

Com o movimento mais recente de alta, que impulsionou o preço do Bitcoin até os US$42,000.00, foram registradas mais de 200 milhões de dólares em liquidações de Short, de traders que tentavam especular uma queda do ativo ou mesmo o “topo” do movimento de alta que vem desde os 30 mil dólares.

Analistas indicam cautela no atual momento de mercado, visto que o preço do Bitcoin encontra-se extremamente sobrecomprado em todos os tempos gráficos, indicando uma alta probabilidade de correções em seu preço.

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